Uma missão para a vida

Comecei a dar aulas por “acaso”. Uma professora se mudaria da igreja e queria preparar alguém para substituí-la. Para isso, me treinou por um tempo para ensinar juniores. Havia feito outras atividades na igreja, mas nenhuma delas me deu tanta alegria quanto ensinar crianças. Depois disso passei por mais três igrejas e sempre assumia o ensino de juniores ou adolescentes, pois sabia que Deus havia me dado esta missão.

Alguns anos depois estava num grupo de estudo feito com os professores e disse como era importante honrar aquelas pessoas que haviam feito diferença em nossa vida. Citei um pastor que me ensinou o plano de salvação e nunca mais esquecera. Comentei que o plano de salvação se tornou aquilo que mais amo ensinar, porque da mesma forma que mudou minha vida gostaria que mudasse a dos meus alunos. Naquele grupo havia uma nova professora que havia sido minha aluna na classe de adolescentes. Ela disse “Eu posso confirmar isso, porque foi numa aula sua que aprendi o plano de salvação e me converti”. Foi difícil conter as lágrimas, pois todo professor anseia por ver meninos e meninas convertidos a Cristo por meio de seu ensino e discipulado.

Hoje entendo que ensinar é um dom dado a algumas pessoas (Rm 12:7). E exige muito empenho e temor daqueles encarregados pelo Espírito Santo para esta missão (Tg 3:1). Não é um cargo que se desempenha apenas em um ano, ou uma tarefa da qual posso tirar férias, mas algo que se estende para a vida. Não é tão simples que se faça de “olhos fechados”, mas exige muito preparo e atualização constante.

A missão de ensinar crianças e adolescentes não é fácil, porque demanda uma disposição de entregar a vida à missão. Isso significa que o professor será incansável na tarefa de apresentar aos alunos o evangelho. O envolvimento na vida do aluno será indispensável e isso por mais agradável que seja em alguns momentos pode ser desgastante. Muitas vezes sofreremos com o descaso dos pais em cumprir seu chamado para encaminhar filhos na fé e com a rejeição das crianças e adolescentes ao evangelho. Contudo, não podemos perder a fé e a esperança em ver meninos e meninas se tornando discípulos de Cristo.

Professor, se entende que ensinar faz parte da sua identidade como cristão, não desista de cumprir seu chamado. Não desista de nenhum dos seus alunos, inclusive daqueles que tem comportamentos mais apáticos em relação ao evangelho. Talvez você seja a única referência de Jesus na vida deles. Então, não desperdice oportunidades, seja intencional na missão de ensinar o plano de salvação para a vida deles e na missão de formar discípulos de Cristo. Lembre-se, seu ministério não se restringe as quatro paredes da sala de aula.

Por: Virgínia Ronchete

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