O melhor presente que uma mãe pode dar à sua filha

Eu tenho 20 anos, e minha mãe é uma das minhas melhores amigas. Ela é o meu lugar seguro, minha conselheira mais próxima e minha maior apoiadora. E tem sido assim durante todo o tempo que consigo lembrar.

De alguma forma, minha relação com minha mãe não apenas sobreviveu aos meus anos de adolescência; nossa relação floresceu durante essa fase. Meus anos de adolescência foram o que formaram o vínculo que temos agora.

Mas, como isso aconteceu?

O início do discipulado pessoal

Por toda a minha vida, meus pais foram intencionais sobre cultivar o discipulado familiar. Fazíamos o culto doméstico a cada noite. Meu irmão e eu fomos educados em casa, e meus pais eram diligentes no treinamento da cosmovisão.

Porém, quando eu tinha 12 anos, eles se tornaram intencionais sobre um discipulado pessoal, e creio que foi isso que contribuiu significativamente para construir uma relação com minha mãe.

Como uma adolescente, eu não precisava de uma mãe que me deixasse fazer o que quisesse; que tentasse ser minha melhor amiga, sendo legal, casual, indulgente e avessa à disciplina. Em vez disso, precisava de uma figura de autoridade que me disciplinasse quando necessário, mas que também me ensinasse, me aconselhasse, orasse por mim, me ouvisse, investisse em mim, aprendesse sobre os meus interesses, dedicasse tempo e espaço para meus problemas e me amasse; eu precisava de alguém que me disciplinasse. E essa pessoa é a minha mãe.

Benefícios do discipulado pessoal

As mães que nunca fizeram esse tipo de discipulado podem se perguntar quais são os seus reais benefícios, especialmente porque essa tarefa parece assustadora. O trabalho árduo do discipulado vale a pena? Considerando a minha própria vida, aqui estão apenas cinco benefícios do discipulado:

Um relacionamento mais forte.

Quando eu tinha 12 anos, comecei a me encontrar com minha mãe uma vez por semana para falar sobre o que estava acontecendo na minha vida, e isso continuou por todas as semanas da adolescência. Conversávamos sobre as minhas necessidades de oração, onde eu estava tendo dificuldade, como minhas disciplinas espirituais pessoais estavam indo, quais meninos eu gostava, como eu me sentia sobre a escola, quais eram os meus sonhos, o que eu estava aprendendo na Palavra de Deus, o que me deixava feliz, o que me deixava triste e absolutamente tudo o que eu queria falar.

Mas o discipulado não era restrito àquele compromisso semanal. Acontecia no carro no caminho para a aula de teatro, no shopping enquanto comprávamos roupas, em seu quarto enquanto assistíamos filmes, à mesa enquanto fazíamos o trabalho escolar, todos os dias. Esses momentos nos aproximaram de uma forma poderosa à medida que crescíamos no conhecimento uma da outra em um nível profundo, tanto por meio de nossos momentos espirituais quanto por meio de nossos momentos de descontração.

Uma visão mais clara sobre a feminilidade bíblica.

Minha mãe não ensinou apenas com o exemplo, ela dedicou tempo para me instruir pacientemente sobre o que é uma mulher piedosa, especialmente através da leitura de livros juntas. Ao longo dos anos, lemos livros como Papo de Garota, de Carolyn Mahaney e Nicole Whitacre; Mentiras em que as Garotas Acreditam, de Nancy Leigh DeMoss e Dannah Gresh; The True Woman [A Mulher Verdadeira], de Susan Hunt, Girls Gone Wise [Garotas Sábias], de Mary Kassian e Mulheres em Apuros, de Martha Peace.

Esses livros levaram a inúmeras conversas sobre o que significa ser uma mulher piedosa para cada momento único da vida, ao longo das lutas e questionamentos pré-adolescentes até meus anos de adolescência.

Uma mente mais criteriosa.

O discipulado da minha mãe me incentivou a pensar criticamente. Quase todas as semanas ela me perguntava se havia alguma coisa da qual eu discordava no livro que estávamos lendo. Conversávamos também sobre os conflitos que eu tinha com amigas. Nós conversávamos sobre eventos mundiais e sobre como entender a dor e a violência. Conversávamos sobre filmes, música e cultura. Em meio a tudo isso, ela me mostrava como participar do mundo à minha volta, pensar por mim mesma e tomar decisões sábias.

Um maior ódio pelo pecado.

Sempre que a minha mãe me confrontava com o pecado, ela apontava rapidamente que seu confronto estava enraizado no amor e não na frustração. Ela trazia meu pecado à tona porque ele desagradava a Deus e prejudicava relacionamentos, e minha mãe também me amava demais para ignorá-lo.

Algumas das minhas memórias mais vívidas de nossas reuniões são quando minha mãe confessava o seu pecado para mim e pedia perdão. Ela tem um tremendo amor pela reconciliação. Nenhuma de nós é perfeita; falhamos miseravelmente durante a adolescência (assim como falharemos durante os meus vinte anos), mas continuamos buscando a santidade.

Uma firmeza de fé.

Quando as pessoas me perguntam: “Como você tem fé forte sendo tão jovem?”, Minha resposta sempre é: “Obra de Deus através do discipulado dos meus pais”. Minha mãe se esforçou muito para me dar as ferramentas que eu precisava para prosperar como cristã. Ela me equipou para enfrentar a vida com confiança, plenamente assegurada de minha identidade em Cristo. O discipulado me concedeu uma mentora, amiga, professora e mãe que anda comigo ao longo da vida e me dá uma paixão maior por glorificar a Deus.

O presente do discipulado

Mãe, o melhor que você pode dar à sua filha é o discipulado. Dê a ela todo o seu coração, uma mente criteriosa, uma boca bondosa e ouvidos abertos. Ela precisa que você invista nela, para o bem dela e para o propósito do reino.

Mãe, a melhor coisa que você pode dar à sua filha é você mesma.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Confira também

Sem comentários