Feche os olhos para sobreviver

Por Genilson Soares da Silva

Assistiu Bird Box? Eu o assisti nas minhas férias. Caso você ainda não o assistiu, mas pensa em assisti-lo assim que puder, não siga em frente: spoiler. Esse filme, que teve como base um livro de mesmo nome, de 2014, conta o drama de uma mulher e duas crianças que viajam de barco, com vendas nos olhos.

Estão em busca do único lugar que supõem poder abrigá-las dos seres que fazem com que todos que olham para eles se matem na mesma hora. Assim que chegam perto do local, a tensão que já era grande se torna ainda maior. Porque os tais seres fazem e dizem de tudo para induzir a mulher e as crianças a abrirem os olhos. Mas todos aguentam firme.

Assim que entram no abrigo, se dão conta de que quase todos que vivem ali são cegos, mas muito felizes. O filme revela a cegueira, mas não a explica. O livro vai além. Explica que a cegueira foi provocada, por uma questão de sobrevivência. Mas o filme achou melhor omitir essa parte, por uma questão da felicidade.

Você não faz ideia do tantão de ideia que inundou a internet sobre o significado desse filme. Tem ideia para todos os gostos. Até uma que diz que o filme é uma metáfora sobre a depressão, que pode levar ao suicídio. Mas e se a ideia fosse a mais óbvia, e a que mais se vê no filme a todo instante, a de que a gente precisa cuidar melhor do nosso olhar.

Somos a geração do olhar. Somos influenciados e condicionados pelo olhar. Vivemos pelo olhar e para olhar. E é por causa do olhar indisciplinado e irresponsável que muitos estão doentes e fracos, e alguns já morreram. Cuide melhor dos seus olhos e do seu olhar. Feche os olhos para sobreviver. Não deixe o seus olhos à vontade.

Como Jesus disse em certo lugar, “se seu olho desvia sua atenção de Deus, arranque-o e jogue-o fora. É preferível viver apenas com um olho do que ter uma visão perfeita no fogo do inferno”. Ou ainda: “Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas

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