Dar tarefas aos seus filhos, ajuda-o a crescer!

Ensinar e incentivar as crianças a realizar tarefas do dia a dia, não serve apenas para manter as crianças ocupadas e a casa organizada, podem ser oportunidades de aprendizagens, pois ajudam a construir as noções de responsabilidade, colaboração, autonomia, autoconfiança e fortalecem os vínculos de convivência.

Não se trata de uma preparação para o futuro, mas na possibilidade em que as crianças assumam responsabilidades, se sintam capazes, aprendam a colaborar e ajudar a família na realização de tarefas que cabem a todos e que valem em qualquer situação.

Várias e diferentes atividades podem ser desempenhadas pelas crianças. Numa fase inicial, todas as ações devem ser sempre acompanhadas pelos adultos e sob sua supervisão atenta. À medida que crescem, elas se envolvem, assimilam e incorporam as tarefas cotidianas e outras atividades mais complexas podem ser agregadas, aumentando gradativamente seu protagonismo e sua autonomia.

Mantenha uma expectativa de realização:

Ter a apreciação ou a aprovação do adulto é muito importante para a criança e pode modificar o modo como ela se dedica e lida com as tarefas. É preciso cuidado “[…] para que não fiquem desanimados” (Cl 3:21b).

Por isso reconheça as tarefas realizadas com sucesso e o esforço para fazê-las bem. Encoraje, cumprimente, para que a criança se sinta motivada e queira continuar a ajudar, assim haverá grandes chances de que ela repita as ações de maneira prazerosa.

Seja sincero naquilo que não está bom e que não corresponde às expectativas. Mas procure não apontar somente o erro. Ajude a identificar as falhas e assumir a responsabilidade para repará-las. Reagir de forma positiva aos erros reforça os laços afetivos e ensina para a criança que os adultos (no caso, seus pais) podem apoiá-las e ajudá-las tanto nas situações favoráveis como naquelas que merecem intervenção e correção. Substitua a crítica pelo ensinamento amável do que se apresenta falho, corrija, refaça junto se for o caso.

Não ignore as resistências, mas procure entendê-las. Pode ser que a criança não queira deliberadamente fazer o que está sendo sugerido ou solicitado. Neste caso, exponha os motivos do por que realizar determinada atividade, oriente como fazer, demonstre, ajude a completar a tarefa, seja paciente.  Pode ser também que a criança tema em não conseguir corresponder ao que é esperado, e isso imobiliza sua capacidade de ação e reação. Permita à criança demonstrar fraquezas e compartilhar suas preocupações e dificuldades. Incentive a ser perseverante. Tenha sempre uma atitude aberta, disponível aos desafios.

Comece hoje mesmo, construa uma lista de pequenas tarefas, defina as que são mais apropriadas à idade de seus filhos, dê orientações específicas. Moderadamente acrescente outras atribuições. Crie novas situações que reforcem a importância da participação e colaboração para o bem comum.

Embora não haja uma tabela fixa de idade e atividades que as crianças podem realizar, algumas sugestões podem ser encontradas em: Revista Crescer e Unimed

Fonte: Fesofap

 

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