Como e por que fazer o culto doméstico

Culto doméstico, culto familiar, culto em família, devocional do lar… Seja o nome que for, a pergunta que não quer calar é: ele já morreu, está na UTI ou passa bem, obrigado?

Pensando bem, talvez devêssemos começar com outra pergunta: o culto doméstico é uma norma ou uma atividade opcional para a família cristã? Quando respondermos honestamente, saberemos o estado do paciente.

A Palavra de Deus diz claramente que cabe aos pais instruir seus filhos sobre o Senhor e seus feitos. Um dos textos mais conhecidos que trata desse assunto é Deuteronômio 6.4-9 e 11.18-19 (vale a pena reler antes de continuar). Em nenhum momento você vai encontrar que essa tarefa é opcional. Na verdade, é mais que uma tarefa, é um dever, logo, o opcional está fora da jogada. Também é verdade que não encontramos nesses mesmos textos a expressão “culto doméstico”, ou algo do tipo. Será? Se olharmos com atenção, o autor de Deuteronômio mostra como e onde os pais devem instruir seus filhos. Como? Com insistência e intencionalidade, afinal inculcar algo na mente de outra pessoa não se consegue com rapidez ou facilidade.

David Merkh, autor do livro “101 Ideias Criativas para o Culto Doméstico”, destaca que essa instrução ocorre a qualquer hora, aproveitando situações cotidianas e acontecimentos esporádicos. Esse ensino também deve ocorrer nas horas mais favoráveis, ou seja, em um momento combinado, em um lugar e horário determinado. Não seria esse momento de ensino o que chamamos de culto doméstico?

Quando entendemos que esse é o nosso dever, que vai além da nossa comodidade e ultrapassa as nossas desculpas (por vezes esfarrapadas), o culto doméstico se torna, não somente um dever a ser cumprido, mas uma grande ferramenta no discipulado dos nossos filhos.

Então, vamos lá, o que podemos fazer?

  1. Planeje esse tempo em família. Veja o melhor horário e faça ajustes, se necessário, até terem o horário e local mais adequados. Comece com dois ou três dias por semana e amplie até, quatro ou cinco vezes. Não fique dando desculpas para não fazer, se falhar alguns dias, retorne e vá em frente. Persevere!

  2. Lembre-se: é um culto a Deus. Não é bate-papo e nem é momento para lições de moral aos filhos. Seja focado.

  3. Siga um roteiro básico e seja criativo. Não se esqueça que o Deus que amamos e servimos é criativo e não sonega sua criatividade àqueles que pedem e buscam. Procure bons livros e sites.

  4. Seja simples, mas não superficial. Fale de uma forma que todos entendam e leve-os a refletir sobre o que estão ouvindo, orando e cantando. Mostre como as verdades aprendidas podem ser aplicadas no dia a dia.

  5. Promova a participação. Crie um ambiente onde vocês possam expor e sanar dúvidas, compartilhar suas necessidades e conflitos e desenvolver habilidades – cantar, contar história, orar e ler em voz alta.

  6. Seja breve. Fique atento aos filhos menores, pois sua atenção é limitada. David Merkh aconselha que seja de 5 a 10 minutos quando são pequenos e esse tempo aumentará à medida que crescerem. Joel Beek, autor do livro “Adoração no Lar”, recomenda até 25 minutos, considerando filhos mais velhos.

Fonte: Ultimato

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