A triste realidade dos abusos sexuais

A mídia noticiou recentemente o caso de um pastor evangélico, no Estado do Espírito Santo, que depois de abusar do próprio filho e do enteado, incendiou a casa e matou as duas indefesas crianças.

Uma barbárie!

Atrocidade sem dimensões. Por ser pastor, pai e enteado. Um homem que deveria proteger, amar e mostrar o amor de Deus ao filho e enteado teve a frieza de molestar e assassinar duas crianças e como não se bastasse, mentiu e chorou pela morte dos meninos.

Infelizmente, os casos de abusos sexuais estão mais próximos de nós e de nossa família que imaginamos.

Tenho dito que precisamos ter mais coragem e começar a falar com mais frequência, em nossas igrejas, para nossas famílias, temas ligados à violência familiar, dentre esses o abuso sexual.

É de causar asco saber que 75% dos abusos sexuais são intrafamiliares, são cometidos por pessoas bem próximas da família. Podendo ser o próprio pai, o avô, um tio, um padrasto.

Dizer que o abuso sexual não está presente em nossa realidade evangélica, é querer não enxergar os fatos e se omitir do problema.

Tenho dito que realizar ministério com famílias é muito mais do que falar somente dos jardins familiares, daquelas coisas bonitas que todos gostam de ouvir. A casa que pode ter um belo jardim florido, que é contemplado por todos que passam na calçada é a mesma que tem um esgoto sanitário, uma caixa de gordura que precisa ser aberta e limpa de quando em quando. Fede, é nojento, difícil de limpar mas que é necessário.

Como pais e avós, que exercem esses papéis familiares de forma saudável, devemos amar, mas também proteger as crianças que estão conosco e guarda-las dos lobos que estão bem próximos delas e não se dão conta.

Esses lobos podem estar, inclusive, dentro das próprias igrejas.

Igrejas e famílias precisam trabalhar juntas no combate e na prevenção do abuso sexual.

O que temos visto é que, infelizmente, a igreja evangélica ainda não entrou em campo no que tange ao combate, a denúncia e prevenção do abuso familiar de um modo geral.

Precisamos olhar com cuidado a quem entregamos as crianças da igreja para serem lideradas.

Precisamos capacitar os pais sobre como conversar sobre abuso sexual com os filhos.

É urgente trabalhar esse tema com todas as faixas etárias, de um modo adequado para que as crianças e adolescentes de nossas famílias e igrejas saibam identificar possíveis abusadores, se protegerem e denunciarem.

A igreja precisa expor para sua membresia as implicações legais de um abuso sexual e mostrar caminhos para tratar o assunto com coragem e firmeza.

O silêncio não é, com toda a certeza, a postura que Deus quer de nós sobre este assunto. Mas parece que esta tem sido a conduta de muitas igrejas e denominações evangélicas.

Tratar com silêncio, indiferença sobre o tema do abuso sexual é varrer o lixo para debaixo do tapete e não ter coragem para tratar do esgoto sanitário de nossas famílias.

Amar e proteger as nossas crianças foi o mesmo que Jesus fez durante seu ministério.

Vamos imitá-lo ou permitir que lobos se aproximem e destruam suas vidas?

Fonte: Click Família

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