A culpa é sempre do outro

Viajando pelo Brasil encontramos irmãos e irmãs que exercem várias profissões. Conversando com esses profissionais, sempre procuro saber detalhes da profissão e sempre quando posso, pergunto que momento mais hilário, engraçado, que já teve enquanto exercia a profissão.

Em Brasília encontrei uma irmã muito simpática que trabalhava, naquela época, como agente de saúde. Sua tarefa era visitar um determinado número de casa por dia conscientizando as pessoas sobre o perigo da dengue e à procura do mosquito transmissor.

Ela me disse que várias vezes ao chegar numa determinada casa, os moradores denunciam com veemência que a causa dos surtos de dengue naquele lugar era o vizinho. E aí, aproveitam para falar do vizinho e de seus erros favorecendo assim a proliferação do mosquito. A agente ouvia com atenção e logo em seguida tinha que ir necessariamente para a inspeção na casa do tal vizinho. Ela me disse que em muitas situações não encontrava nenhum criadouro e o quintal estava limpo e bem cuidado.

Quando ouvi a história pensei que muitas vezes o mesmo acontece em nossas famílias e nos casamentos. O motivo de tanto de desajustes é sempre o outro. É o outro que não dá atenção, é o outro que não cuida do relacionamento, é o outro que diz palavras que magoam, é o outro que é intolerante. Sempre é o outro!

Será que os motivos dos desajustes no seu casamento são sempre causados pelo seu cônjuge? Será que é sempre o seu cônjuge que não cuida do casamento? Será que se pedisse alguém para fazer uma inspeção no seu casamento não encontraria em você nenhum “criadouro” de problemas?

Portanto, antes de acusar seu cônjuge da fonte de problemas, olhe para si mesmo e veja se há algum comportamento que esteja prejudicando o seu próprio casamento.

Paulo, ao escrever sua carta para o jovem pastor Timóteo aconselhou: “Atente bem para a sua própria vida’ (1Tm 4.16).

Embora tenha escrito para um jovem pastor para que fosse um exemplo de vida para suas ovelhas, a recomendação pode ser dirigida a todos nós.

Por isso, quando começo uma conferência sobre família sempre oriento aos meus ouvintes para que, antes de pensar que uma determinada palavra caia bem aos ouvidos do outro, deve, antes, perguntar a Deus se aquela mensagem é para si mesmo.

Se adotarmos esta prática, as relações humanas, especialmente na família serão melhores e mais gratificantes.

John Drescher escreveu um livro interessante cujo título é “Se eu começasse minha família de novo”. Ele afirma que neste livro, em um dos capítulos que se começasse sua família de novo pararia de procurar os erros nos outros membros da família e começaria a cuidar mais de sua própria maneira de viver. Ele afirma que muitos dos problemas enfrentados em sua família, os erros estavam em seus próprios comportamentos.

Foi o que Jesus disse em Mateus 7.3 quando aconselhou “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?”.

Fonte: Click Família

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