“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Romanos 3.23.
Quantas vezes imaginamos que o mal maior é uma doença, uma desunião ou uma grande perda material. Sem dúvida, são grandes problemas, mas nenhum é maior que o pecado. Para muitos isto é irrelevante, fora de moda, mas para Deus, não há nada que mais lhe ofenda. Aos olhos Divinos é a pior doença, o pior defeito. Afinal, o que é pecado? Pode ser descrito simplesmente como desobediência, transgressão a vontade de Deus. O Novo Testamento que foi escrito em grego dá o sentido de pecado, amartia, de errar o caminho, a direção, o alvo. Mas pode ser definido também como: usar o que é de Deus, contra Deus; rebeldia deliberada; tentativa de enganar a Deus, etc. Por isso o pecado fere o caráter, a natureza de Deus, provocando de sua parte total repulsa. Resumidamente, os pecados podem ser classificados de quatro maneiras: por pensamentos -Mateus 6.21, 22, 27 e 28; palavras - Mateus 12. 36 e 37; ação, aquilo que se faz - 2 Coríntios 5.10 e omissão, o que se deixa de fazer - Tiago 4.17. E quem não comete atitudes contra o Senhor? Jesus ao confrontar uma situação de injustiça contra uma mulher afirmou: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire pedra”- João 8.7 e em Romanos 3.23 “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. No entanto, devemos considerar que pecado, muito mais que atitude, é uma condição. Todo ser humano já nasce pecador, com esta grande dívida. Este é chamado de pecado original, que veio de nossos primeiros pais, no Jardim do Éden. O Rei Davi ao reconhecer esta situação escreveu “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” Salmo 51.5 O pecado original produz em nós um vazio interior, existencial que somente o nosso Criador pode preencher. Os demais pecados produzem culpa e desequilíbrios das mais variadas e incontáveis formas. O que fazer com esta dificuldade que é inerente e maior que o ser humano? O pecado é realmente grande e corrosivo em todas as áreas perdendo somente para o amor de Deus. O amor de Deus é o único antídoto e remédio. Este imensurável amor manifestou-se em carne, nascendo numa manjedoura em Belém, viveu trinta e três anos na Palestina, proclamou as verdades eternas por três anos e meio e escreveu sua história em sangue, suor e dor numa horrível cruz. Este amor chama-se graça, misericórdia, bondade, salvação e Jesus que está vivo para a eternidade. Precisamos ininterruptamente deste amor por aquilo que somos e fazemos. Este amor histórico pode e deve fazer parte de nossa história.
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